Paletas

domingo, 26 de julho de 2009

QUANDO O DIA É PARA POESIA

CASAMENTO DE SOLITÁRIOS
Vista fatigada tenho eu cá.
Sem paisagem de amparo.
Ela geme de dor.

As águas do lago a dispensam.
Sacodem em ondas dançantes
A negativa de um convite de amor.

Tampouco a relva qui-la.
Vista tão só tristonha.
Dizia-lhe ofensas áridas.

Ao céu, dirigir-se-iam os olhos.
Enigmático firmamento infindo.
Brilhavam lá estrelas fatigadas.

Casaram, pois, vista e pontos cintilantes.
Ambos cansados em piscar em vil solidão.
Unidos, faço-lhes minha vista estrelada.

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